O estresse, o sedentarismo e a má alimentação, tão comuns hoje, são fatores que afetam a saúde. Um padrão alimentar equilibrado pode reduzir sintomas, melhorar disposição e energia, fortalecer o sistema imune e antioxidante, e de maneira geral colaborar para a boa saúde física e emocional.

  • tensão pré-menstrual
  • desejo de engravidar
  • endometriose
  • síndrome do ovário policístico
  • candidíase e infecção urinária
  • constipação
  • menopausa
  • câncer de mama
  • candidíase frequente
  • cuidados com cabelos, unhas e pele

 

Não há alimento ou nutriente milagroso, para nenhuma doença inclusive, mas considerando que realizamos quatro a seis refeições ao dia, é importante conhecer os alimentos e fazer combinações adequadas.

Há muitas estudos abordando a alimentação e as patologias citadas, e é com bases nas evidências científicas que traçamos as estratégias apropriadas. Quando indicado, uma suplementação individualizada, de vitaminas, minerais e compostos bioativos pode ser prescrita.

 

1. Fertilidade

O padrão alimentar e estado nutricional, tanto da mulher como do homem, são fundamentais à formação de células reprodutoras saudáveis (óvulo e espermatozóide), à promoção de um ambiente intrauterino favorável e consequentemente para a adequada implantação dos oócitos e embriões.

Um organismo pode não ser estéril, mas pode ser “subfértil”, apresentando menores chances de engravidar. Seja na gestação natural ou na reprodução assistida, é preciso “arrumar a casa”, ou seja, colocar em ordem a alimentação garantindo o aporte de todos nutrientes, nas quantidades necessárias.

A alimentação harmônica e uma suplementação personalizada, quando necessária, vão colaborar para o sucesso da concepção e a prevenção de abortos.

Conhecer e colocar em prática o que pode ser feito de melhor, é mais um coadjuvante ao tratamento médico, e isso é confirmado por pesquisas.

Um estudo publicado em 2016, na revista científica Reproductive Sciences, que tinha como objetivo investigar se mulheres com infertilidade inexplicada poderiam ter desbalanços nutricionais envolvidos, concluiu que isso é uma verdade, seja para macro (proteínas, carboidratos e gorduras) como para micronutrientres (vitaminas e minerais).

 

2. Endometriose

É uma doença estrogênio-dependente, de caráter inflamatório, que exige um desempenho ótimo dos sistemas antioxidante e imunológico. Afeta 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva e para muitas está associada com a infertilidade.

Durante o tratamento médico, a alimentação pode ser um coadjuvante. Muitas mulheres apresentam dietas pobres e inadequadas em vitaminas, minerais, fibras, proteínas ou outros compostos, o que é preocupante. Estudos apontam que mulheres com endometriose tem maior deficiência de nutrientes antioxidantes na alimentação do que aquelas sem a doença.

Normalizar o peso, evitando os extremos (magreza e obesidade) é muito benéfico, já que o tecido adiposo tem participação na produção de hormônios femininos, podendo desregular o sistema hormonal e endócrino.

Quanto às dores, tão freqüentes nessa doença, estudos científicos mostram que há nutrientes e alimentos que ao modularem a inflamação, podem auxiliar no controle da dor e na prevenção da progressão da doença a graus mais severos. O bom funcionamento intestinal também pode reduzir a intensidade das cólicas.

Tive o prazer de redigir o capítulo “Orientação nutricional na endometriose”, onde são abordadas as melhores práticas alimentares para essa patologia. Livro“Endometriose”, editor Sergio Podgaec, editora Elsevier (2014).

 

3. Menopausa

É um processo fisiológico natural da mulher após sua última menstruação espontânea. Devido às alterações hormonais e transformações no organismo, há maior chance de desenvolvimento de doenças cardiovasculares (aumento do colesterol e da pressão arterial), maior tendência à osteoporose e fraturas, alterações de humor, além do acúmulo de gordura abdominal e ganho de peso corporal.

Em função de tantas mudanças, esse é o momento da mulher se preocupar mais com a sua alimentação, justamente para evitar os quilos extras repentinos e para manter em ordem a saúde óssea, muscular, cardíaca e emocional. Esse cuidado é recomendado também para mulheres que tiveram peso e exames normais ao longo da vida..

4. Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

É um distúrbio endócrino que atinge cerca de 20% das mulheres em idade reprodutiva, caracterizado pela presença de vários cistos no ovário, que não se desfazem a cada ciclo menstrual. É uma das principais causas de infertilidade.

O manejo nutricional pretende agir na normalização do peso e na redução da gordura corporal, bem como sobre a resistência à insulina, condição presente em grande parte dessas mulheres, quando o hormônio responsável pela entrada da glicose nas células, a insulina, tem sua funcionalidade alterada.